segunda-feira, 12 de julho de 2010

A outra metade

Tu és assim
inteiramente,
pela metade,
a outra face de mim

Incessantes as coincidências
Inconstantes as remitências
Sem sentido
Ou algo propriamente dito

Quisera remover a displicência
de uma vida singular,
e tratar com deveras benevolência
a atitude da outra parte a completar.

Dissera uma vez algum dos teus
Do sincero tilintar dos beijos,
Que em tua boca se fizeram meus
No mais puro dos desejos

E num ato de vanguarda
Como outrora se fazia
Uniu-se tua metade guardada
À minha existência vazia

No principio era a solidão
E a solidão se fez saudade
Saudade esta em questão
Que se guarda na tua que me faz por piedade

E então, assim tu és
Metade e principio
Encantados em ósculos
Que deveras traz-se ao sonho
Da completa euforia
Que em teus altares se sacia,
A outra metade que se faria.

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