Logo aviso, abri minha cara pro mundo. Abri as portas do castelo empoeirado e deixei a brisa forte adentrar. Por hoje nada de insanidades, eu quero é desabafar minhas verdades. Não quero inspiração, não quero drama, nem nada que possa me comprometer. Eu sinto a necessidade de escrever. Algum tempo atrás me induzi a decisões que ainda não estavam tomadas, decisões que precisavam ser repensadas pelo menos algumas vezes mais. Mas insisti no absurdo, e como esperado, dei de cara no muro. Eu tentei extravasar minhas mancadas, mas nenhum êxito consegui. O poço se fez cada vez mais fundo e ameaçador. Eu estava prestes a cair. Eu caí. Eu sinto falta do meu medo precário, da minha falsa ilusão de felicidade. A tristeza que antes me circundava é até mais agradável do que minha atual realidade. Eu quero um mundo platônico, eu quero sumir na madrugada. Não peço a Deus a morte, mas me despeço em retirada. Eu quero um tempo pra mim, eu quero um tempo. Por hoje, eu não quero mais nada.
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