Hoje eu quero mudar a forma da ladainha, nem amor, nem prosa, muito menos psicopatia. Hoje eu quero é cidadania. O ser humano é automaticamente egocêntrico, mesmo sem querer, mesmo sem perceber. Envoltos ao redor do seu próprio umbigo, de opinião implacável, insubstituível. A economia cresce, a igualdade decresce. Orçamento, crise, acertos políticos; esses não são os principais problemas, não é isso que mata, que descrimina. Fome, desigualdade social, racismo, menores de idade em porcentagem cada vez maior no crime. Isso é problema! Em pleno século XXI escuta-se o sonho do pobre menino: ‘Eu quero é ser bandido!’. Onde estão os ideais de um mundo melhor? O mendigo está nas ruas, a mãe tem seu filho arrancados dos braços, a criança morre na escassez. O governo enriquece, o mercado se moderniza, os filinhos de papai estão colecionando cabides da nova estação. A consciência morrendo e os humanos se tornando industrialização. Máquinas de consumismo, máquinas de preconceito, máquinas de utilização. O mundo usa, e joga fora. O mundo quer é globalização. Pensar no outro não é doar a roupa velha, não é alimentar dos restos o mendigo do boteco. Pensar no outro é viver a vida do outro. É promover respeito, é ensinar educação, é formar caráter, é conscientização. Viver pro próximo não é se meter nas complicações, o nome disse é desocupação. Viver pro outro se resume no amor, no respeito. É compartilhar, é se doar. É não discriminar. Promova a diversidade. Promova a igualdade. Promova um mundo de verdade.
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