terça-feira, 9 de março de 2010

E viveram sozinhos para sempre...

Então, tudo se acabou. Sonhos, poesias, histórias de amor. Tudo transformado em pó, tudo se tornou irreal em um piscar de olhos. Eu venho tentando encaixar essa nova realidade no meu ‘plano de vida’, mas é tão complicado achar sequer uma brecha pra tudo isso. Me acostumei com tudo que passou, me acostumei até com a dor. Me acostumei com aquele jeito fútil, usurpador e contemporâneo de viver. Enfim, me acostumei em ter você. Eu costumava ser forte, ser mais sonhadora, até mais sensível. Costumava querer levantar após uma queda, mas hoje, eu não quero muita coisa. Eu ainda respiro! Parece tão dramático, tão insignificante. Mas eu prometi a mim mesma, que sem você não seria a mesma coisa. Você me ensinou muito, me deu tanta força, me mostrou o melhor de mim. E eu até tinha me acostumado com isso. Agora tudo que havia findado se tornou real novamente. E tudo aquilo que mal havia começado, já teve um fim. Esperar, já não é mais algo que eu quero pra mim. Mereço um descanso, uma queda, que seja. Então, tudo se acabou. Intriga-me o fato de que por tanto tempo, me fixei sobre memórias e depoimentos irreais, mas isso de certa forma me fez bem. Por enquanto, só quero descansar, dar um tempo pra mim. Parar, desistir, desacreditar, o que achar melhor. Enfim, esquecer, e tentar remontar o meu quebra-cabeças. Ou talvez, nem sequer o tocar. Nada que o tempo, mais uma vez, não cure. Que seja, já não quero mais saber. Pois enfim, tudo se acabou, novamente.

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