terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tudo quanto penso

Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.

Extensão parada
Sem nada a estar ali,
Areia peneirada
Vou dar-lhe a ferroada
Da vida que vivi.

[...]

Fernando Pessoa, 18-3-1935

Um pouco do Mestre.

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