Na vida as coisas vão acontecendo devagar. Quando você menos espera lá estão elas se preparando pra fazer algo novo se tornar realidade. Não se pode saber, porém, quando elas virão, quando decidirão por visitar-nos; daí nos pegamos nessa espera infinita, nesse pedaço de intuição e sensibilidade, sempre prevendo novos atos, mas sempre caindo por terra. Se pudéssemos controlar todos os movimentos do universo, todos as decisões dos astros seria bem mais fácil e bem menos sufocador. Mas, penso eu, que a vida sem surpresas seria demasiadamente cansativa, sem porém ou talvez. Planejar a faculdade, o que fazer depois dela, as viagens, os filhos e até os carros. Planejar as datas, as cores e as premiações. A vida é um planejamento diário, mas que acaba sendo quebrado, ou melhor, destroçado pelo destino quando você descobre que nada é como você esperava ser, e o que destino tem muitas faces e vários caminhos desconhecidos até então. Surpresas, acontecimentos relâmpago. Logo você estará com mais um integrante na família e ele será tão encantador e tão inconveniente como você. E logo você não será mais único e sozinho. Logo você terá um novo emprego e um novo salário então, poderá comprar um novo carro, uma nova casa e fazer uma nova viagem. O destino é mesmo assim, misterioso. Mas eu gosto de lembrar que é de mistério que se faz a vida. Mas eu prefiro acreditar naquilo que me fortalece, acreditar que o amanhã vai vir pro meu bem, e pro resto do mundo. E pensar que eu vou ser forte pra surpresa de amanhã. Se o amanhã vier, que venha soberano então. Multifacetado ou uniforme, mas que venha sublime e me deixe viver o melhor, porque por hoje os planos vão ser só planos de uma tarde de verão.
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