Quem sabe, um amor!
“O meu caminho me levava a acreditar que eu tava certo, que eu era esperto e coisa e tal.
Cara sinistro da Zona Sul, andando com um monte de santinha pra lá e pra cá
Mas com você foi diferente, foi de primeira. Quando te vi, até me faltou o ar.
As oportunidades dessa vida me fazem crer que quando
estamos frente a frente, só eu e você, o tempo passa, tudo é mais fácil.
Difícil é esquecer o que eu faço quando você se vai.
Fico aqui bolando planos mirabolantes. Tão inconstante, parece iniciante.
Eu vou fazer de tudo pra trazer você pra perto de mim, pode acreditar que sim.”
Detonautas Roque Clube.
Popularmente conhecida como coração de pedra e afins, minha amiga ainda insiste saber se depois de tudo eu realmente continuo sem sentimentos reais por alguém. Bom, pra mim é tudo muito dramático essa história de amor. Não sou da geração romântica, e nem me esforço pra tal. Amar eu amo, eu acho. Mas foi um amor que não era pra ser. Um amor platônico. Era só um amor de irmãos e já se foi. Mas talvez tenha sido uma das melhores coisas que eu já senti na vida. Eu ainda o vejo passar na rua e acenar pra mim. Confesso que ao vê-lo o coração pouco se agüenta, e todas aquelas coisas que acontecem com pessoas alucinadas acontecem comigo. Alucinadas no meu vocabulário, juntamente com o sinônimo ‘cegas’ e ‘idiotas’, significam apaixonadas. Sejamos sinceros então. Eu ainda, eu ainda gosto. É demais dizer que o amo e tudo mais. Eu acho que nunca consegui dizer isso pra ele, nem pra ninguém. Nem vou. Prefiro tê-lo como amigo, e o ver de vez em quando por ai do que perder a pouca amizade que ainda nos resta. Ciúme não quer dizer nada. Sou uma eterna ciumenta dos meus livros, obras e sapatos. E nem por isso perderia a razão por eles.
Já fui de muitos amores, de romantismo, ou quase romantismo. Eu já me apaixonei e desapaixonei mil vezes, mas amor é uma vez só. E eu quero preservar meu equilíbrio e meus sentimentos mais sinceros pra quando chegar a hora. Eu vou saber quando chegar a hora. Amigos são amigos, e é normal confundir sentimentos. Amor é amor, e o sentimento não tem como ser um engano. Já presenciei histórias lindas de amor, histórias de amor de verdade. Aqueles que morrem por amor, que lutam por amor, que fazem de tudo pra ficar ao lado da pessoa amada. E que passam o resto de suas vidas um do lado do outro, se re-apaixonando todos os dias um pouco mais. Isso é amor.
O amor é tão vulgarizado hoje. Meninas que se entregam de corpo e alma, literalmente, e acabam chorando e sofrendo e bla bla bla. Isso é hipocrisia. Talvez eu não seja tão coração de pedra assim. Eu simplesmente valorizo o amor, o amor de verdade. Não essa história de sofrer por nada. Já basta de sofrimento.
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