Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia; Assim expressou-se magnificamente William Shakespeare em sua notável peça Hamlet. Há quem diga que o amor é o mais precioso dos sentimentos enquanto outros, porém, os contradizem acusando-o egoísta. Eu o diria misterioso. Sabe-se lá o que o amor quer de nós. O amor ora nos escraviza, ora nos hipnotiza, ora nos torna os melhores seres do universo. É tão misterioso que deveras se sente incompreensível. Da janela do meu quarto eu vejo tudo, menos o amor. Eu vejo toda a gente sentindo um remorso da vida, eu vejo todos eles brigando por um objeto sem nome. Uma matéria demasiadamente desprezível. Há guerras, há ódio, há todo tipo de desgraça. Há tanta gente buscando o amor sem saber que involuntariamente o afasta a cada insensatez. O amor acima de tudo está aí, não necessariamente no órgão responsável por bombear o sangue, não necessariamente do lado esquerdo do peito, este é aquele que te mantém vivo; o amor está além do coração. O amor se mantém em cada órgão, cada ação, cada movimento; este é aquele torna sua existência real. Quando o associo ao mistério da vida o faço com real sensibilidade. Misteriosamente o amor me tocou, me tocou de forma trágica, porém. Mas o fato de ser trágico me fez amá-lo um pouco mais. O mistério é o responsável por torná-lo interessante. Tanta insanidade para apenas mostrar que nem sempre aquilo que lhe é desprezível aos olhos é desprezível ao coração. Tudo que é mau compensa-se depois. Enfim, eu te amo. Pena pensar que todo esse amor é desprezível ao coração, quem dera fosse como se outrora aos olhos. A tua tragédia me trouxe o amor e tu vês ali, do outro lado da existência, entre o céu e a terra.

Nenhum comentário:
Postar um comentário