quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Aquela droga,

Era uma noite qualquer, e a insônia não me deixava adormecer. Despertei com o seu vulto que passava delicadamente perto de mim. Esperei que ele aparecesse de novo, e o procurei em cada canto do quarto, mas foi inútil, você realmente não estava ali. Esperava todas as noites pelo seu vulto, pelo seu rosto, pelo seu gosto. Sua barba mal feita, e seu cabelo bagunçado. Aquele seu má zelo, e um olhar de carência que enlouquecia qualquer ser em sanidade mental perfeita. Fazia algumas noites que eu me forçava a não te procurar, a não te ver. Como se eu fosse capaz de viver sem você. Sem aquele timbre harmonioso em meus ouvidos dizendo coisas sem sentido e aquele sorriso maroto acompanhado com um brilho sobrenatural nos olhos. Você era a minha droga favorita, a minha desculpa perfeita. Uma droga que me matava aos poucos, que a cada segundo e palavra dita arrancava um pedaço de mim pra si. Já faz algumas noites que eu penso desgastantemente em você. Dias nos quais provo o gosto da abstinência. Uma abstinência que machuca, que corrói. È como estar vivendo o inferno. Vou me livrar dessa dose de loucura por alguns dias, semanas, meses talvez. O tempo necessário para que eu reconheça que eu incondicionalmente, amo você.

Um comentário:

  1. Oun flor *--*
    eu sei como é amar assim!
    fazem dois anos doces que eu costumo perder
    o sono (:

    BJ amiga e sorte e força sempre!

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