quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Amor?



Mãos dadas, beijo apaixonado, mão sobre a nuca. Enfim, o amor. O tão esplendido amor. Aquele que leva os imperfeitos à perfeição e acaba com toda uma guerra apenas com um gesto. O tão doce e afável amor. Sentimento, loucura, paixão desenfreada. O amor é tão idolatrado, tão almejado. Tem poder de cura e consegue controlar seu sono, sua fome e sua capacidade. Felizes e irracionais amantes. Mas porque tudo isso muda quando os amantes trocam de forma ou simplesmente decidem ser mais semelhantes ainda? Eis a questão. Amor é amor em qualquer lugar do mundo, em qualquer sociedade ou assembléia. Mas porque o amor não pode ser amor, quando duas pessoas de semelhante sexo decidem ser felizes? Teria o tão imaculado amor regras? Porque não se pode ser feliz com o semelhante? Tantos questionamentos que levam a uma só resposta, o preconceito. Mulher com mulher, homem com homem. Porque não? Caros leitores, permitam-me a ousadia, mas isso também é amor. E acredite, ainda mais puro e sincero que muitos outros. Esse amor consegue superar barreiras, preconceitos e julgamentos. Consegue ser amor mesmo com tanta injustiça, com tanto ódio alheio. Eis a forma mais bonita de amor, aquele que não julga, não corrói, não escolhe. Aquela que simplesmente acontece. Ignorância é falta de conhecimento, ignorância é produto da discórdia. Preconceito se iguala a isso tudo.


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