quinta-feira, 7 de março de 2013

E tá aqui a tua óstia,


E aqui vamos nós, mais um dia de labuta, café e muita paciência, e bota paciência nisso, seu Zé. Tem que nascer de novo todo dia, criar uma história de amor, aprender a soletrar e refinar o gosto musical, e por aí se vai mais um e outro dia. Dias tão iguais, ah não, não me venha com essa, pois são tão únicos. Me levantei, dei aquela alongada na coluna e fui na varanda ver o que o dia prometia pra mim, e lá no céu um sol bonito de se apreciar, o dia será quente como o café. Café quentinho, fruta picada em cubinhos e trilha sonora novinha em folha. Vê lá ein, talvez até role aquela gelada no fim do dia. É tanto rabisco que nem sei onde terminei aquela linha, e eu me pergunto pra que tanta linha. E eu me pergunto cadê a borracha, e me pergunto onde foi parar o juízo. É tanta coisa pra achar e tanto desanimo pra perder, pra vencer, que dá vontade de correr pra cama, esticar o cobertor e fingir que ainda são 3 da manhã. Reze aí seus mantras, faça a Deus suas orações e levanta pro dia novo, levanta e encara, Mané. Porque a vida não vai bater à porta com torrada e chá, mas bem que seria uma boa ideia. E lá vai, café, rabiscos, aplicativos, grito e ahhhhhhhh! É outro início e, graças ao bom Deus, eu estou aqui pra escrever o final.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Resenhas de um capítulo que já teve fim! Diálogo entre dedos.

Rehab. Mas rehab de quê? Da vida? Reabilitar-se de algo assim tão natural? Reabilitar-se de como se leva a vida, talvez. Rehab de como se encara a vida, rehab de tanta coisa, tanta coisa natural, tanta coisa que não deveria exigir uma reabilitação. Mas, entretanto, todavia, na maioria das vezes exige. É! Somos dois corações cansados de viver de um jeito inusitado e nada estável. Instabilidade, isso não, não quero mais momentos instáveis. Mas diz isso com o interior tão instável como a pergunta que martela na cabeça:
- Devo ou não? 
Se deve ou não, só Deus, minha amiga. Se deve ou não, isso, somente a ti, tão somente pertence a resposta. Me responda, mas não pense duas, ou três vezes, só responda: tu queres ou não? 
- Sim! Devo! Assim como você, também deve. 
Mas devo o que? Reabilitar-me de que? Dos sonhos que nem vivi? Não tem sentimento pra ser reabilitado aqui dentro, minha amiga, só amargura de não poder sentir. 
- Se diz que existe alguma coisa, é porque existe sim. Reabilite-se da amargura.
Pois é! Se eu perdi os argumentos mil que comigo trago, talvez, ah, existe sim motivos que me fazem concordar. Volta  e meia e cá estamos, sofrendo, nos martirizando por amor, pelo amor ao extremo, e pela falta de amor por nós mesmas. Mas como diz o ditado, minha vó e o tio da esquina, pra amar ao próximo tem que se amar primeiro, senão não é de verdade. Fazer o que? A vida é assim, minha amiga, sofrer é só mais um detalhe, e o sofrimento uma hora ou outra compensa, será compensado. Ou não! 
- Será?
Será!
Me diz dessa esperança que lhe reservam os olhos, me diz dessa vontade de fazer com que tudo se resolva, onde foi que tu se encontrou com a vida que lhe rendeu tanto sentimento ainda bom, ainda guardado, ainda tão sóbrio mesmo em meio à essa vida tão embriagada em vinho barato e canções mais baratas ainda de amor. 
- Muito pelo contrário, minha querida, não me encontrei em nenhum lugar da vida, nem sequer uma ruela escura em que se possa cantar tais canções baratas ou sentar-se para beber vinhos, e justamente por isso, procuro pensar que algum dia, eu possa sim encontrar não uma ruela, não serei tão humilde em tal pedido, mas sim em uma estrada que leva à felicidade, ou como dizem por aí, uma estrada que seja a própria felicidade, e que percorramos toda. 
Felicidade. É bonito como saímos tão rápido do sofrimento pra parar na felicidade, como se o sofrimento não houvesse existido em verso algum. Mais bonito ainda é um coração que nem sabe no que acredita ainda ser tão sereno, tão mais belo do que um coração que prega uma doutrina minimizada. Seja lá o que for, meu coração não é digno de tal doutrina, ou de doutrina alguma. Ainda há tanto pra aprender de histórias tão distantes. Que a ciência me faça entender, que nem o mais certo, nem o mais humano, vive sem amor.
-  Estamos fadados a falar de felicidade quando se fala de sofrimento, ou vice-versa, são coisas tão próxima e tão distantes ao mesmo tempo, ou talvez não tanto assim, talvez esteja a felicidade tão próxima e nós é que não sabemos identificá-la atrás de uma fumaça que embaça os olhos, aquela que sai da mente por tão usada. Mas sei que acredito, que acredito ainda nessa tal felicidade que tanto se fala, acredito nesse tal de amor também tão citado. Às vezes basta, basta para que eu tenha a vontade de seguí-las, de vivê-las. E para quem diz que devemos nos amar primeiro, para assim conseguirmos amar outra pessoa, não parece tão difícil assim realizar tal façanha, me atrevo de chamar de façanha. 
Não vou tardar, não farei que vire milhões e milhões de frases que torturam os dois lados do cerebro. Enfim, Talvez seja tempo de nos despedirmos do que fomos há dois, três dias atrás. E quem sabe, amanhã ou depois, tudo isso seja mais fácil pra pensar e resumir em dois ou três atos. O que me importa, o que deveria lhe importar também, é que crescemos, e amadurecemos anos em poucos dias, por saber ouvir, e falar. Se puder lhe agredecer, mas de forma concreta, não pelos doces ou agrados, mas pelo sentimento, pelo ouvir, que tão somente me faz maior. E agradecer por poder dividir, o tão pouco que sinto. E assim termina, mais um capítulo. Deixemos a inspiração pros novos recomeços. Clichê, eu sei que assim pensaste! Mas amanhã será. E que seja doce.



Carolina Machado feat. eu.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

É,

Regras e mais regras, vivemos um padrão de busca da perfeição. A busca pelo cabelo perfeito, a busca pelo encaixe perfeito. São desfiles substituindo olhares e pele de fora substituindo a atitude que está sendo jogada fora. Numa época onde o ato sexual vale mais do que as mil palavras já ditas 10 anos atrás. O mundo revolucionando a cem por hora. Eu não sei o que esperar pelo amanhã, talvez encontremos um mundo com mais nudez e menos moral, mas já era de se esperar não é? É o mundo se tornando um comercial de cosméticos e o publico alvo se tornando a moeda de troca. Ninguém tem mais nenhum valor real, ninguém se dá nenhum valor real. A verdade é que hoje o mundo se contenta com a falta de sentimento. Você é perfeito do jeito que é, acredite. O amor vale mais do que qualquer envolvimento por beleza pré-classificada. Que seja, essa ditadura da perfeição é imoral e me dói ver você sofrer assim.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amar já é demais,

Tudo o que eu sinto e também tudo o que eu ainda não senti são proporcionais a tudo isso que eu chamo de amor. É esse sentimento desenfreado, sem sentido nem dimensão que eu guardei por tanto tempo à espera de um bom pretendente. Foge do heróico, corrói os pilares do romantismo, aquele romantismo bobo de fazer sorrir. Palavras aleatórias ao gostar, sentimento puro, nada de parnasiano. Versos livres pra se viver a verdade, a verdade daquilo que eu sinto que me tira o sono, que me tira a fome e me dá uma vontade de sonhar. Gostar é brincar de adivinha, de colher o maior número de sorrisos. Não tem nada de marketing não, nada de publicidade nisso. Meu amor é a moda antiga. É aquele amor de sentir o cheiro, de sentir o gosto, de levar o café da manhã na cama. È aquele gostar desgostoso, sem etiqueta nenhuma, só amor e muito aconchego. O amor não precisa de regras, e amar já é demais. Gostar é essa simplicidade que eu sinto quando penso em você e quando penso no quanto eu te amo e no quanto isso é recíproco.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

you're fucking perfect

You're so mean when you talk about yourself. You're wrong. Change the voices In your head, make them like you instead




Pretty Pretty please, don't you ever ever feel like you're less than fucking perfect.
Pretty Pretty please, if you ever ever feel like you're nothing, you're fucking perfect, to me.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A loucura veio no sangue

Equilíbrio talvez seja um misto de paz, felicidade, um pouco de ambição e uma pitada de algum sentimento ruim; todos juntos e em medidas calculadas, como num receita, a receita de como se viver bem.
Ela vivia em busca desse equilíbrio. Dias e dias lutando contra a falta de rotina e a falta de lucidez. Capítulos sem título, histórias sem nome de um pré-enlouquecimento. Ela lutou contra todos os fantasmas e recusou qualquer sentimento de insatisfação. Orgulhosa, diz ter encontrado o equilíbrio, diz sonhar um sonho de cada vez.
Hoje, ela medita e toma seus chás, come o suficiente, ora o suficiente, corrempe o suficiente. Nada interrompido, tudo trabalhando a seu favor. Mas por dentro, as vontades se excedem, a vontade de viver o perigo, dias até, a tristeza. Ela não pode notar, mas no fundo, não é perfeita pro equilíbrio e recusa tornar-se então. Por enquanto, ela vive bem; mas até quando, sabe-se lá. A loucura veio no sangue.


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